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terça-feira, 25 de maio de 2010


PSB e PCdoB anunciam apoio a Tarso no RS
A sede do Comitê Estadual do PCdoB RS foi o palco, na tarde desta segunda-feira (24), do anúncio que selou a coligação do PSB e PCdoB junto ao pré-candidato Tarso Genro, do PT, na disputa pelo governo do Estado. Os dois partidos também anunciaram que vão concorrer juntos para a Assembléia Legislativa e Câmara Federal. Beto Grill, do PSB deve ser o candidato a vice-governador.
pcrs

PCdoB, PT e PSB unidos pelo Rio Grande
O acordo refletiu o avanço das discussões internas e conjuntas dos dois partidos realizadas após a retirada da pré-candidatura do deputado federal Beto Albuquerque (PSB) ao Piratini, ocorrida na semana passada. O anúncio, na avaliação de dirigentes dos dois partidos, reforçou o papel das duas siglas no cenário político gaúcho.

Para o presidente do PCdoB RS, Adalberto Frasson, que coordenou a coletiva à imprensa, a decisão dos partidos foi madura e reflete a o compromisso dos partidos em "construir um projeto que faça com que o Rio Grande retome o rumo do crescimento, sintonizado com o desenvolvimento do Brasil que vem dando certo com Lula e que deve continuar com Dilma." Segundo ele, o objetivo é unir amplas forças no Estado, em torno de Tarso, para enfrentar e superar os grandes problemas com os quais o Rio Grande tem sofrido.

Já Tarso Genro, saudou a decisão do PSB e PCdoB de apoiar sua pré-candidatura do governo do Estado. "Temos um desfecho positivo para a esquerda que valoriza a política do Rio Grande do Sul e mostra a disposição dos nossos partidos de dar uma resposta forte para tirar o estado da letargia que se encontra”, disse. Tarso ainda fez questão de dizer que a frente que está sendo construída será ampla, com valorização dos aliados.

O deputado Beto Albuquerque disse que a candidatura de Tarso Genro unifica um campo político que vai retomar o crescimento do RS, e citou ações programáticas como a revitalização da Uergs, o apoio a pequena e micro empresas, a valorização do piso regional, a transparência na administração pública e a participação popular como fundamental para colocar o Estado de frente para o País. “Políticas que tem no nome de Tarso Genro a experiência de ter realizado este trabalho no governo federal.

O deputado socialista disse ainda que está disposto trabalhar para ampliar os apoios ao candidato petista. “Nós estaremos juntos, ampliando e buscando apoio por todo o Rio Grande para levar Tarso Genro ao governo do Estado numa frente ampla gaúcha”, entusiasmou-se Beto. E dirigindo-se ao ex-ministro disse “o PSB esta aqui para te abraçar, abraçar a tua candidatura, para reeditar uma velha parceria, em uma nova experiência, que a exemplo do que governo Lula fez pelo Brasil, vai reerguer o Rio Grande”.

A deputada Manuela destacou que reconhece no PT, no PSB e no PCdoB “o governo que pode unificar o povo gaúcho e os vários setores, da cadeia produtiva do estado, para levar o Rio Grande ao desenvolvimento econômico que gera desenvolvimento humano”.

Disse ainda que um projeto para o RS não acontece isolado, “pois vivemos num grande Brasil, que juntos, por 8 anos, ajudamos a transformar numa Nação, com desenvolvimento e distribuição de renda”, ressaltou Manuela. E destacou ainda que “este desenvolvimento tem nome, em nível nacional, é o da companheira Dilma Roussef, e aqui no Rio Grande é tua candidatura que representa todo este trabalho” finalizou a deputada federal do PCdoB, abraçando o pré-candidato Tarso Genro.

O anúncio contou com a presença de dezenas de lideranças dos três partidos, como o ex-governador Olívio Dutra, os presidentes Raul Pont do PT e Caleb Oliveira do PSB, o deputado Raul Carrion e a ex-deputada Jussara Cony, entre outras.

Da redação local
http://www.vermelho.org.br/rs/noticia.php?id_noticia=130050&id_secao=113

segunda-feira, 24 de maio de 2010

across the universe - joe cocker

Beatles - Let It Be - Across the Universe - Michael Jackson

COME TOGETHER EM VÁRIAS VERSÕES MUITO BOM!!

The Beatles - Come Together (Custom Music Video)

Beatles Come Together Accross the Universe Michael Jackson

Lenny Kravitz and Aerosmith Come Together

Soundgarden - Come Together (Beatles Cover)

Guns'n'Roses - Axl & Bruce Springsteen - Come Together

Aerosmith - Come Together (John Lennon Lifetime Achievement)

Tina Turner - Come Together

Come Together - Michael Jackson

John Lennon - Come Together

CHEGA COM JEITO - Os Camponeses da Guerrilha do Araguaia

É outubro em Pequim: o primeiro aniversário da Revolução Chinesa

Mencius, discípulo de Confúcio e que nasceu no ano 390 antes da nossa era, escreveu: "Em primeiro lugar, está o povo; em seguida, o país. O rei é o de menos...". Pois ali estávamos nós — 72 delegações de convidados vindos de todas as partes do mundo — para vermos passar, no 1º de outubro de 1960, o grande desfile comemorativo do 11º aniversário da República Popular da Nova China.

Por Lygia Fagundes Telles, na Folha de S.Paulo

A manhã é azul. Bandeiras vermelhas com as cinco estrelas estão desfraldadas ao vento.
Estandartes também vermelhos, com os caracteres chineses, em dourado desdobram-se nos pontos mais altos da vasta praça do Povo, defronte da famosa Porta da Paz Celestial e onde estão os balcões dos convidados.

Entre o Museu Nacional e a Assembleia, defronte de nós, gigantescos retratos de Karl Marx, Friedrich Engels, Lênin e Mao Tse-tung.

É belo de se ver a variedade incrível dos trajes dos representantes de cada país; os altos africanos, com ares assim de reis negros, ostentam túnicas e adornos singulares, contrastando na sua simplicidade com os trajes asiáticos e que em geral são suntuosos, cheios de pedrarias e dourados e tudo isso de mistura com os trajes chineses — as discretas fardas de brim azul-, que por sua vez contrastam com as nossas roupas europeias. Ouvem-se em redor as mais variadas línguas. O quadro é de um colorido vivo e raro.

Uma chinesinha debruça-se num balcão ao meu lado. Observo-a. E concluo, nesse instante, que sem dúvida alguma os chineses são bonitos, assim altos e esguios. Têm a gesticulação elegante. Pernas longas. E grandes olhos seguindo aquela linha oblíqua.

Volto minha máquina fotográfica na direção da jovem. Ela inclina a cabeça para o lado, segura delicadamente a ponta da trancinha negra e sorri um tímido sorriso fresco e claro como a manhã outonal. Diz-me, em seguida, um "merci".

Aproximo-me animada: a ponte da língua estabeleceu-se entre nós. Ocorre-me fazer-lhe perguntas simples, bem femininas. Ainda não vi nenhuma chinesa pintada, digo-lhe. Nem as jovens nem as mulheres maduras usam batom ou mesmo pó de arroz. Eis que a mulher na China abriu mão das mais elementares vaidades. Nem brincos, nem anéis, nem unhas esmaltadas...

Ela ficou séria. "O nosso povo acaba de sair de uma fase terrível e que durou dezenas e dezenas de anos", respondeu-me ela. "Não podemos nos preocupar com ninharias quando ainda há coisas tão importantes a serem cuidadas. Principalmente nós, as mulheres, nunca tivemos sequer o essencial. Então não podemos agora nos dar ao luxo de pensar no acessório, no supérfluo. Temos que trabalhar. O resto fica para depois."

Não pude deixar de sorrir. Ah! Como a jovem era parecida com o Mister Wang, nosso intérprete, de topetinho no cocuruto e fronte pensativa, a expressão tão carregada de responsabilidades! Como eram graves e compenetrados os jovens da China! Lembrei-me de uma peruana ou colombiana, que após algumas semanas de permanência em Pequim, teria se queixado certa noite ao nosso teatrólogo Guilherme Figueiredo: "Sí, sí, todo es muy bueno... ¡Pero, caramba! ¡Es preciso un poco de corrupción!...".

Desatei a rir enquanto a chinesinha, sem saber por que, riu também. Tive então vontade de dizer-lhe que aprimorar a beleza do rosto era também uma causa importante. Mas pensei: para quê? Afinal, ela era tão bonita assim mesmo com a carinha lavada, singela! Pensei nas nossas brasileirinhas adolescentes e já com os olhos bistrados.

Eis aí uma jovem, edição chinesa da nossa "Inocência", de Taunay. Ela quis saber quem era "Inocência" e expliquei-lhe então que era a heroína de um romance e que nunca houve na nossa literatura uma personagem mais doce, mais delicada, mais pura.

Sons festivos de uma marcha romperam dos alto-falantes. Palmas, vivas da multidão acenando bandeirinhas: o presidente Mao Tse-tung acabara de aparecer no palanque oficial.

Começou o desfile, um desfile sem militares, sem soldados ou armas, mas apenas com colegiais e jovens, dezenas e dezenas de jovens levando bandeiras, arcos floridos, lanternas, balões, estandartes. Enfim, um mar de flores e sedas vindo em ondas a transbordar na praça.

Jamais meus olhos viram desfile igual, verdadeira demonstração do mais alto senso estético de um povo que há cinco mil anos cultiva a beleza.

fonte: www.vermelho.org.br

domingo, 23 de maio de 2010

Aconteceu em
24 de maio
1870- Dia das mães cativas

D. Pedro II alforria 70 filhos de escravas da fazenda imperial. As mães permanecem cativas.

Óleo de Antonio Ferrigno

1543:
Morre o astrônomo polonês Nicolau Copérnico, 60 anos. No mesmo dia sai seu livro As Revoluções em torno da órbita celeste, proibido pela Inquisição.
1822:
Batalha de Pichincha liberta o Equador do julgo espanhol.
1844:
Samuel Morse instala nos Estados Unidos a primeira linha de telégrafo, Baltimore-Washington.
1883:
Os abolicionistas libertam os últimos escravos de Fortaleza.
Abolicionistas
cearenses
1884:
Manaus deixa de ter escravos.
1989:
O Congresso aprova reajuste mensal de salários até 3 mínimos.
1995:
FHC manda o Exército ocupar as refinarias de Paulínia, Capuava, Henrique Lage (SP) e Getúlio Vargas (PR) para debelar greve dos petroleiros.

Caetano Veloso - Você é linda

ESSA VAI PARA O MEU AMOR....A MULHER MAIS LINDA DO UNIVERSO - ROBERTA A MINHA MARIPOSA

Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias perde dirigente histórico

Faleceu na última quarta-feira (19/5), ao 86 anos, Joaquim Boeira de Lemos. Militante desde os anos de 1930, Lemos dedicou sua vida a luta pelos direitos dos trabalhadores. Participou de grandes manifestações e sempre esteve presente nas atividades sindicais.

Márcio Schenatto

Joaquim Boeira de Lemos era militante desde a década de 30

Joaquim Boeira de Lemos, nasceu em 22 de agosto de 1923, no município de Bom Jesus. Chegou em Caxias do Sul na década de 1940, com 18 anos para servir o exército. Trabalhou na Industrial Madereira durante dois anos. Em seguida, entrou na empresa Eberle onde trabalhou por 35 anos, na função de “Lustrador Profissional” - lustrava estojos de madeira para talheres.

Em 1949 entrou para o sindicato, ajudando a construir a primeira sede. Entrou no sindicato como suplente de diretoria em 1955, na gestão de Bruno Segalla. Tinha orgulho de ter ajudado a organizar uma das maiores greves que Caxias já viu, a de 1963. Teve seus direitos sindicais cassados em 1964, junto com os demais integrantes da diretoria. Só conquistou o direito de voltar ao sindicato em 1979.

Trabalhador da Eberle, em 1965 foi denunciado e acusado pelos patrões de ser comunista, fato que resultou na sua prisão. Por cerca de um ano, a polícia do exército ia buscá-lo no trabalho para passar o dia no quartel. Joaquim também presenciou as visitas de Luis Carlos Prestes a Caxias. A primeira lotou a praça Rui Barbosa (hoje praça Dante Alighieri). Já a segunda vinda de Prestes foi conturbada: o encontro aconteceu no Cine Central, e o prédio foi apedrejado pelos padres e pelos alunos das escolas católicas.

Joaquim foi o 1º secretário na gestão de Romeu Pieruccini em 1982. Ficou um tempo afastado da direção e voltou em 1993. Atualmente, era responsável pelo Departamento de Aposentados do Sindicato dos Metalúrgicos de Caxias do Sul (RS), função exercida até final do ano 2009, quando afastou-se do sindicato por definitivo, por causa de um câncer.
Aconteceu em
23 de maio
Detalhe do público no estádio
1945- Dia do comício do Vasco
Com Prestes liberto pela Anistia, os comunistas reúnem 100 mil no Vasco da Gama, Rio, na época o maior estádio do país. A democratização pós-Estado Novo assume uma face de esquerda.

    “Dilma é favorita; páreo é difícil para Serra”, diz Renato Rabelo

    O segundo ponto abordado pelo presidente do PCdoB, Renato Rabelo, durante sua intervenção na terceira reunião do Comitê Central do PCdoB neste sábado, 22, foi o cenário da disputa nacional. “Pouco a pouco vai ficando mais claro que Dilma (Rousseff) é a favorita e que o páreo não será fácil para (José) Serra”, constatou.
    Priscila Lobregatte
    Renato Rabelo _CC_22052010

    Renato: Dilma é a real candidata de Lula e é a mais preparada

    Após leitura do anúncio da nova pesquisa Datafolha – que dá 37% para ambos os presidenciáveis, com crescimento de 7% para a petista e queda de 5% para o tucano – Renato Rabelo alertou: “é plenamente possível que haja manipulação científica da pesquisa nesse período pré-eleitoral. Afinal, o instituto chegou a dar 10% de diferença entre os dois candidatos em sua última pesquisa, com vantagem para Serra. Em apenas um mês de diferença, houve toda essa mudança”.

    Para o dirigente, a tendência pró-Dilma é natural. “Conforme a ficha for caindo para o eleitorado e ele for conhecendo melhor quem ela é e o que representa, ela crescerá ainda mais. Serra, por sua vez, alcançou o seu teto”.

    Rabelo ainda tratou da tentativa desesperada dos tucanos de se fazerem passar por verdadeiros continuadores da obra iniciada por Lula. “Serra segue acenando para a esquerda e procura se distanciar da herança de FHC, colocando-se como mais competente para seguir o projeto. Mas a questão é que Dilma tem dois trunfos: é a real candidata de Lula e é a mais preparada”.

    Além disso, “a presidenciável tem uma base de apoio ampla”, que conta com 11 partidos, dentre eles o PMDB, e cujo núcleo de esquerda é formado por PT, PCdoB, PSB e PDT, “uma frente política de grande expressão e que faz parte dos êxitos alcançados pelo governo, constituindo-se numa força centrípeta”. Soma-se a isso a ampla base social e popular adquirida nos últimos oito anos. Serra, por sua vez, “conta apenas com PSDB, DEM, PPS e PSC”, comparou.

    Dirigentes acompanham reunião do CC
    No que diz respeito às resistências que ainda cercam Dilma, o dirigente colocou que “o centro dessa atitude está nas camadas médias e médias-altas do Sul e Sudeste devido a seu preconceito contra Lula e contra a política em geral”. Mas, reafirmou que “é preponderante a tendência à continuidade do ciclo aberto por Lula e as forças que o apoiam”.

    Na avaliação de Rabelo, o atual momento político caracteriza-se pelo fechamento de alianças estaduais e em alguns casos, Dilma aparece com múltiplos palanques – devido ao prestígio de Lula –, o que pode “levar à dispersão e lutas internas na própria frente. O ideal é aproveitarmos essa fase para construir a unidade”.

    Argumentos a favor da unidade em torno da pré-candidata não faltam. “Apesar das tentativas da mídia em desqualificar o PAC e transformá-lo em ficção, a verdade é que ele já tem apresentado resultados concretos pelo país, especialmente no Norte e Nordeste, regiões mais carentes em infraestrutura. Basta viajar pelo Brasil para constatar”.

    Ele também chamou atenção para a maior mobilidade social: “hoje, a classe C já é 50% da população, com uma renda média familiar de R$ 1.200,00, valor que, apesar de ainda ser pequeno, já representa uma mudança positiva. Isso aconteceu devido aos mecanismos iniciais de distribuição de renda, tais como o Bolsa Família, o aumento do salário mínimo e a ampliação do acesso ao crédito”.

    Por tudo isso, Renato Rabelo anunciou a necessidade de tirar desta reunião do Comitê Central um conjunto de propostas programáticas do PCdoB – feito a partir do Programa Socialista – como contribuição dos comunistas ao programa de governo. “O resultado final serão formulações advindas de um debate amplo que envolveu também outras forças políticas”, afirmou.

    De São Paulo,
    Priscila Lobregatte

    terça-feira, 18 de maio de 2010

    Gavião: desafio da UJS é "transformar otimismo em mobilização"

    O 15º Congresso da União da Juventude Socialista (UJS) será em Salvador, nos dias 17 a 20 de junho. Em entrevista ao Vermelho, o presidente da entidade, Marcelo Gavião, afirmou que o principal desafio da entidade é “transformar otimismo em mobilização social”, em referência a um crescimento da auto-estima do povo brasileiro observado pela UJS. E, para atingir a juventude, a organização aposta suas fichas na internet, com a criação da sua própria rede social e campanhas no twitter.

    Arquivo UJS

    O presidente da UJS, Marcelo Gavião e a arte do 15º Congresso da UJS

    Na programação, além dos tradicionais debates e grupos de trabalhos, estão previstas atividades culturais, estruturas de telecentros, torneios esportivos e outros atrativos que visam deixar o congresso da UJS com a cara da juventude brasileira.

    Entre as atividades de mobilização, a UJS lançou campanha para ter ao menos 5 mil seguidores do usuário oficial da entidade no twitter até o congresso, o @UJSBrasil. A campanha, simples, tem corrido pelo microblog, para participar basta postar a seguinte mensagem padrão: "#FF Galera, vamos seguir o twitter da @UJSBrasil. #SigaUJS".

    Acompanhe a íntegra da entrevista com o presidente da UJS, Marcelo Gavião:

    Vermelho: O que a UJS quer traduzir com a chamada do congresso, "Pra ser Mais Brasil"? Qual o centro político deste próximo congresso?
    Marcelo Gavião: Transformar otimismo em mobilização social. Esse é o lema do 15 congresso da UJS. Com a vitória das forças progressistas e avançadas em 2002 e sua confirmação em 2006, o Brasil se desafiou a entrar numa nova fase, uma fase de desenvolvimento, de redução das desigualdades sociais, e tudo isso veio acompanhado de vitórias como as conquistas da Copa do Mundo em 2014, das Olimpíadas de 2016, da descoberta do pré-sal e tantos outros motivos pra serem festejados. São oportunidades que a nossa geração tem a obrigação de aproveitar da melhor forma, o que significa transformar toda essa felicidade em energia para sonhar cada vez mais alto, e assim fazer um Brasil cada vez mais verde e amarelo, cada vez mais orgulhoso de si mesmo.

    O presidente da UJS com a pré-candidata Dilma Rousseff
    Vermelho: Como a UJS pretende se apresentar no processo de eleições 2010 e que papel o congresso da UJS joga neste sentido?
    Marcelo Gavião: Uma das marcas da nossa organização ao longo de seus 25 anos sempre foi a de encarar as disputas eleitorais como um momento importante pra erguer bem alto as bandeiras e reivindicações da juventude. Estivemos presentes e com grande destaque em todas as campanhas do presidente Lula (89, 94, 98, 2002 e 2006). Agora em 2010, nossa missão é mobilizar a juventude pra barrar a volta da direita neoliberal/conservadora. Nossa missão é continuar trilhando o caminho das transformações e assim melhorar a cada dia a vida dos mais de 50 milhões de jovens brasileiros.

    Vermelho: Qual(is) a(s) principal(s) novidade(s) do 15º congresso da UJS?
    Marcelo Gavião: A UJS cresceu muito nos últimos anos, somos hoje cerca de 100.000 (cem mil) jovens espalhados por todos os estados. Para esse congresso estamos nos desafiando a estruturar melhor nossa organização e pra isso nossa campanha tem buscado usar melhor espaços como a internet. Nossa mobilização esta centrada em uma ferramenta chamada “Rede UJS”, uma combinação de orkut, facebook e twitter que possibilitará as direções Nacional, Estadual e Municipal acompanhar a vida dos filiados e ampliará em algumas vezes nossa capacidade de comunicação mobilizando mais rápido nosso exército para as mais variadas lutas.

    Antenados ainda com os anseios e o próprio comportamento da juventude, ligados na importância que as novas tecnologias têm ao debate da democratização da comunicação, temos ainda como uma importante bandeira da UJS a defesa da universalização da Banda Larga, para que todos estes recursos e acesso a informações não se restrinjam a uma parcela da juventude, mas que possa ser desfrutada e apropriada pela ampla maioria dos jovens brasileiros, pois essa turma tem um grande potencial para desenvolver formas criativas de se comunicar, debater, mobilizar, etc.

    Vermelho: A tendência é haver muita renovação na diretoria da organização?
    Marcelo Gavião: Todo congresso tem algum nível de renovação na direção e nesse não será diferente. Nos próximos dias teremos uma reunião da Direção Nacional que debaterá uma proposta de próximo time e aprovará nomes que serão levados ao congresso. Tenho certeza que com grande unidade elegeremos um time que saberá guiar essa entidade nas lutas futuras.
    Uma das principais bandeiras que a entidade defende, junto às entidades estudantis, é a destinação de 50% das verbas do Fundo do Pré-Sal para a educação
    Uma das coisas boas da UJS é que a militância dela é sempre vista como uma fase da vida, uma fase importante por ser um período de formação muito intensa, mas apenas uma fase. Chega uma hora em que devemos nos envolver com outros projetos, outros desafios. Quem faz a opção de se filiar e militar na UJS a faz por acreditar nas idéias do socialismo e essa é uma opção pra toda vida. Temos orgulho de ser uma escola que forma bons combatentes pra essa luta.

    Vermelho: O que fica como conquistas importantes do último período e que se apresentam como os principais desafios da UJS para os próximos anos (e gerações)?
    Marcelo Gavião: São várias as conquistas, acho que a principal foi a determinação e a maturidade que a UJS demonstrou em um momento decisivo da luta política no Brasil que foi em 2005. Naquele momento fomos guerreiros, corajosos e nossa ousadia foi premiada com a construção de uma grande vitória. Sem a passeata que realizamos no dia 16 de agosto daquele ano, em Brasília, onde nos colocamos contra o golpe que a direita vinha arquitetando, de defender o impeachment do presidente Lula, o Brasil poderia ter tomado um outro rumo e o lema do nosso congresso poderia ser outro.

    Vermelho: Quais os principais em termos de PPJ no último período? Qual o histórico da UJS em relação ao tema?
    Marcelo Gavião: Podemos classificar como avanço o próprio trato das Políticas Públicas de Juventude como algo importante. O governo Lula inaugurou esse trato qualificado à questão, tendo tomado iniciativas que elevaram a capacidade de entender os anseios da juventude. Exemplos disso são o Conselho Nacional de Juventude, a realização da 1ª Conferência Nacional de Juventude em 2008 e até mesmo o intenso debate que vem sendo desenvolvido pela aprovação do Plano Nacional da Juventude e da PEC da Juventude. Essas iniciativas do governo federal têm fomentado a formação de conselhos e planos de juventude estaduais e municipais por todo o país. Isso é o que deve ser mais valorizado, o impacto que essas iniciativas têm no próprio trato que as PPJ passam a ter pelos diversos setores da sociedade.
    O fato de ter atuação tão intensa no seio da juventude, dá capacidade e autoridade à UJS para tratar do assunto de PPJ. Parte grande das propostas que são pauta em espaço como conselhos e conferências são debatidas por nós há muito tempo. Estes espaços são mecanismos que servem para dar vazão a debates que temos há muito tempo. Nosso papel é investir na elaboração e apresentação de propostas concretas para garantir emprego, acesso a educação, bem estar, combater a violência, etc.

    Vermelho: Qual o principal desafio em termos de políticas públicas para a juventude hoje?
    Marcelo Gavião: O principal desafio imediato é a aprovação da PEC e do Plano Nacional da Juventude. Sem estes instrumentos, todas as iniciativas citadas, e outras mais, permanecem como políticas de governo, e não políticas de Estado. É importante aprovar uma legislação que reconheça a juventude como sujeito de direitos, que reconheça e estimule o potencial da juventude. A PEC tem este objetivo, por isso ela é o principal desafio atual, junto à aprovação do Plano Nacional de Juventude, que traz as diretrizes para a elaboração e implementação de políticas públicas de juventude no Brasil.

    De São Paulo, Luana Bonone
    www.vermelho.org.br

    segunda-feira, 17 de maio de 2010


    Beto Albuquerque retira candidatura para o governo estadual

    "Não vamos insistir em uma candidatura que não foi capaz de reunir um conjunto maior de forças políticas"

    O deputado federal Beto Albuquerque (PSB) retirou sua candidatura ao governo do Estado nesta segunda-feira à tarde, após uma reunião com líderes do partido.

    Segundo o Blog da Rosane de Oliveira, editora de política de Zero Hora, Beto e a deputada Manuela D'Ávila tomaram a decisão depois de avaliar que com o PP apoiando Crusius e o PTB sustentando a candidatura de Luis Augusto Lara, não haveria espaço para o projeto de Beto.

    — Não queremos por água no moinho de ninguém. Não vamos insistir (na candidatura) como se fosse uma vaidade pessoal, em uma candidatura que, neste momento histórico, não foi capaz de reunir a seu redor um conjunto maior de forças políticas, que nós respeitamos, e tomaram outros rumos no processo eleitoral — disse Beto Albuquerque.

    — Véspera de convenções não é hora de dúvida, de instabilidade política, de renegociações, de reabertura de debates. É a hora de estar pronto para o debate — completou.

    Na semana passada, era dada como certa a saída de Lara do cenário, mas os movimentos do deputado no último fim de semana levaram socialistas e comunistas a repensar seus planos.

    ZEROHORA.COM E RÁDIO GAÚCHA

    Empresário é anunciado como vice de Marina na corrida presidencial

    Presidente da Natura foi apresentado em pré-convenção do Partido Verde no RJ

    A pré-candidata do Partido Verde à Presidência da República, senadora Marina Silva (PV-AC) anunciou na tarde deste domingo que o empresário Guilherme Leal, presidente da Natura, será o candidato à vice-presidente em sua chapa. O anúncio foi feito na pré-convenção que o Partido Verde fez em uma casa de shows, em Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro. Cerca de 600 pessoas participaram da solenidade de pré-lançamento da candidatura do PV.

    O nome do executivo era mencionado como provável companheiro de chapa de Marina desde que a senadora anunciou a intenção a disputar

    a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em agosto do ano passado.

    Marina apresentou Leal como o vice que todo o candidato a presidente gostaria de ter.

    — Ele está totalmente integrado e é cúmplice neste projeto que a gente quer para o Brasil no século 21 — disse Marina ao apresentar o empresário .

    A solenidade contou com a participação do compositor e ex-ministro da Cultura Gilberto Gil, que tocou a música "Andar com fé" para homenagear a senadora. Ainda integraram a mesa os pré-candidatos do PV aos governos do Rio, Fernando Gabeira; de São Paulo, Fábio Feldman, e de Pernambuco, Sérgio Xavier.

    Em seu discurso, Guilherme Leal destacou que acompanha a t

    rajetória de Marina desde a década de 90 e que se comprometeu com o projeto da senadora em disputar a Presidência desde que se filiou ao PV, em setembro.


    — Escolhi Marina presidente antes de ela me escolher para vice. Ela é a líder que tem a visão de futuro, de estadista, que pode nos levar a um Brasil diferente, mais próspero, que incorpora o ambiente como uma possibilidade, e não como uma coisa que impede nosso desenvolvimento— afirmou Leal.

    —Esse não é um projeto de poder. É um projeto de serviço, que se co

    loca à disposição da sociedade brasileira.

    Agência Estado

    quinta-feira, 13 de maio de 2010

    13 de Maio: A luta por igualdade permanece 122 anos depois

    Em 1988, a princesa Isabel assinou a Lei Áurea, abolindo oficialmente a escravidão no Brasil. A realidade, no entanto se mostrou bem diferente e hoje, 122 anos

    depois, os negros ainda lu

    tam por igualdade.

    Contam os livros de história, que em 13 de maio de 1888 a princesa Isabel determinou o fim da escravidão no país. É pena que a maioria dos livros não registrem também como os negros e negras lutaram para conquistar esta liberdade, que não falem das revoltas escravas que eclodiam em todo o país apesar da repressão violenta dos senhores de escravos. Não citam a Revolta dos Malês, a resistência do Quilombo dos Palmares e a cor agem de milhares de escravos que tocavam fogo nas plantações e fugiam para os quilombos em todo o Brasil.

    É exatamente por entender que a história da instituição da Lei Áurea não foi bem contada, que desde a década de 1970, o movimento negro vem construindo o dia 20 de novembro como uma data de afirmação
    para o povo negro. “O 20 de novembro simboliza a luta efetiva do negro como protagonista da história e não como objeto como querem fazer do 13 de maio. O 13 de maio foi celebrado pela história oficial como se fosse uma concessão da princesa, destituído de luta real. Além do mais, o 13 de maio é analisado pelo movimento negro como uma vitória de uma etapa da luta, mas não é a consagração da liberdade, porque não há liberdade sem emancipação econômica plena, sem inserção social e política, sem acesso aos bens culturais e econômicos, sem usufruir do fruto do trabalho que é a riqueza gerada pela nação”, é o que ressalta a vereadora Olívia Santana (PCdoB), militante histórica do movimento negro baiano.

    O movimento negro não nega a importância do 13 de maio, o que se defende é o reconhecimento do protagonismo dos negros escravos e libertos na série de eventos que resultou na assinatura da Lei Áurea. Segundo o historiador Augusto Buonicore, "o 13 de maio foi o resultado de uma vitoriosa aliança do movimento abolicionista urbano e a luta insurrecional dos escravos rurais. A junção dessas duas grandes correntes, que pelejavam pela libertação, ampliou e radicalizou o movimento pelo fim imediato da escravidão e precipitou os aco ntecimentos, que estavam sendo retardados pela intransigência dos setores escravistas e pela vacilação dos emancipacionistas (abolicionistas reformistas). A força desse movimento abalou o próprio aparelho de Estado monárquico-escravista. Vários oficiais do exército passaram recusar a perseguir escravos fugitivos e juízes começaram a dar sentenças favoráveis aos abolicionistas", escreve no artigo "13 de Maio: um dia para se comemorar?".

    Buonicore ressalta também a importância no movimento da jovem classe operária brasileira, como ferroviários e cocheiros. “Os abolicionistas libertavam escravos e apoiavam as fugas individuais e coletivas,
    montando toda uma infra-estrutura para garantir a chegada dos libertos a lugares seguros”, enfatiza.

    Para Olívia, na verdade a história disseminou a idéia de que o 13 de maio nos igualou, o que não é verdade. “O 13 de maio determinou o fim da escravidão formal, mas ainda hoje temos práticas análogas á escravidão, que atingem principalmente os pobres de maioria negra. Para garantir a igualdade de verdade ainda é preciso muita coisa, principalmente a superação do racismo. Acabou a escravidão, mas não o racismo, que ainda é um grilhão invisível, que tem acorrentado uma parcela significativa da
    população brasileira: os negros. Nós não temos mais as bolas de ferro, mas temos sim a corrente simbólica do racismo nos prendendo e operando nas relações sociais”, afirma.


    Igualdade de oportunidades

    A comunista acredita que o primeiro passo para a sonhada igualdade é acabar com o racismo no mercado de trabalho. “É prec
    iso superar o racismo no mercado de trabalho, garantir igualdade salarial entre negros e brancos, permitir que os negros tenham acesso a empregos de qualidade, à mobilidade e ascensão no mercado de trabalho. Precisamos garantir a presença de negros nos espaços acadêmicos e de produção de ciência. Precisamos garantir negros nos espaços de decisão, elegendo negros deputados, senadores, governadores. No dia em que este país tiver bancadas de deputados federais e senadores e governadores negros, ai sim agente vai ter de fato um sintoma de que o racismo está sendo superado. Mas, ainda não temos isto”, lamentou.

    Olívia defende também a adoção de políticas afirmativas para superação da desigualdade. “Nós temos 122 anos de políticas universais, que são necessárias, mas não são suficientes. Temos que enfrentar o racismo de maneira específica. Precisamos de políticas que consigam impedir que uma parte da população não tenha oportunidades iguais. Precisamos de políticas afirmativas na educação, no mercado de trabalho e no serviço público. Isto não é concessão, é um direito dos negros brasileiros, que historicamente tiveram seus direitos negados”.

    Militante convicta da luta por igualdade, a vereadora aponta também avanços importantes nestes 122 anos de abolição formal da escravidão. “Uma coisa que considero muito importante é a conscientização de uma parcela da sociedade, que está além do movimento negro, de que há racismo no Brasil. Ainda é uma parcela pequena, mas já é um grande avanço. Temos que comemorar também o fortalecimento das políticas afirmativas no Brasil. Hoje temos 90 universidades com políticas de cotas, com recorte racial. Conseguimos celebrar o 20 de novembro no país inteiro. Conseguimos colocar Zumbi dos Palmares no livro dos heróis brasileiros e consagrar João Cândido, o almirante negro, como referência nacional. Nós conseguimos também aprovar a lei que promove o ensino da história africana e afro-brasileira nas escolas públicas de todo o Brasil. Estas são grandes vitórias. Nós temos uma longa estrada pela frente, mas também temos muito que comemorar”, concluiu.

    De Salvador,
    Eliane Costa

    Será...
    Que já raiou a liberdade
    Ou se foi tudo ilusão
    Será...
    Que a lei Áurea tão sonhada
    A tanto tempo imaginada
    Não foi o fim da escravidão
    Hoje dentro da realidade
    Onde está a liberdade
    Onde está que ninguém viu

    Moço...
    Não se esqueça que o negro também construiu
    As riquezas do nosso Brasil

    Pergunte ao criador
    Quem pintou esta aquarela
    Livre do açoite da senzala
    Preso na miséria da favela

    Sonhei....
    Que Zumbi dos Palmares voltou
    A tristeza do negro acabou
    Foi uma nova redenção

    Senhor..
    Eis a luta do bem contra o mal
    Que tanto sangue derramou
    Contra o preconceito racial

    O negro samba
    Negro joga capoeira
    Ele é o rei na verde e rosa da Mangueira


    Composição de Helio Turco, Alvinho e Jurandir 0 Samba enrdo da Mangueira em 1988 - 100 anos de liberdade - realidade ou ilusão?

    quarta-feira, 12 de maio de 2010

    11 de Maio de 2010 - 19h50
    Prestes Preso

    Luiz Carlos Prestes no julgamento pelo Tribunal de Segurança Nacional

    A homenagem de Montevidéu a Luiz Carlos Prestes

    A Câmara Municipal de Montevidéu dá o nome do revolucionário brasileiro a uma praça no centro da cidade

    Por José Carlos Ruy

    A Câmara Municipal de Montevidéu decidiu, dia 29 de abril, homenagear o revolucionário brasileiro Luiz Carlos Prestes e aprovou, por 20 votos a dois, dar seu nome a uma praça na capital uruguaia: “é vontade da Câmara”, diz o documento aprovado, “que o espaço contíguo à Praça República Argentina, voltado para o sul, leve o nome do notável militar e político brasileiro Luiz Carlos Prestes”.

    É uma decisão plena de simbolismos. A decisão foi aprovada numa época de avanço da esquerda uruguaia, revelada pela eleição do presidente José “Pepe” Mujica, um político de esquerda, e agora da dirigente comunista Ana Olivera, candidata da Frente Ampla, para a prefeitura de Montevidéu.

    A lembrança de dar seu nome a um espaço público junto à praça República Argentina remete também ao país sul americano onde o então líder tenentista aderiu ao comunismo, e à sua amizade com o dirigente Rodolfo Ghioldi, do Partido Comunista da Argentina. Além de relembrar também o caráter brasileiro e latino americano do heroísmo popular de Prestes.

    A notícia, publicada na imprensa uruguaia, foi assinada pelo próprio presidente da Câmara Municipal, Dari Mendiondo Bidart. Lembrando a trajetória da Coluna Prestes, a notícia destacou a trajetória política e militar daquele que chamou de “personagem mítico”. Lembrou a luta intensa por ideais democráticos, o apoio popular que engrossou as fileiras da Coluna Prestes, a adesão ao comunismo, o levante revolucionário de 1935, a prisão, o enfrentamento da ditadura Vargas, e a infâmia de seu governo que entregou sua mulher, a comunista, judia e alemã Olga Benário – que estava grávida – para a morte certa nos campos de concentração da Alemanha nazista.

    E justifica a homenagem dizendo que “a vida de Prestes, cheia de vicissitudes e adversidades, nos mostra, para além dos avatares ideológicos, um grande exemplo de retidão, de entrega à causa da liberdade”. E conclui: Por isso,uma personalidade de “tamanha transcendência” merece a homenagem da cidade de Montevidéu.

    Mendiondo Bidart tem razão: a homenagem é justa. Desde pelo menos 1924 até sua despedida da vida, em 1990, Luiz Carlos Prestes jamais declinou de suas responsabilidades de dirigente revolucionário. Foram 66 anos dedicados às causas em que acreditou e em torno das quais organizou o povo e a vanguarda revolucionária. Sua trajetória faz parte da história dos comunistas brasileiros e do movimento comunista internacional, e seu nome está agora eternizado em uma praça em Montevidéu.
    Fonte: www.vermelho.org.br

    terça-feira, 11 de maio de 2010

    Adoniran Barbosa e Elis Regina 1978 (completo)

    QUE ENCONTRO!!


    DRAHMA. Convocação Copa 2010


    Semana da escravidão

    13 de Maio: um dia para se comemorar?

    Por Augusto Buonicore

    No final da década de 1980, durante as comemorações dos 100 anos da abolição da escravidão, um debate acirrado tomou conta do movimento negro brasileiro. Qual a importância do 13 de maio? Ocorreu ou não uma verdadeira abolição da escravidão negra?

    Em geral, predominou uma visão bastante crítica sobre a importância desta data até então considerada um dos marcos da história brasileira. Várias entidades exigiram sua retirada da agenda do movimento negro. Os mais radicais se negavam mesmo a reconhecer que tivesse ocorrido uma abolição. Para eles, o 13 de maio não passou de uma farsa contra a raça negra e, por isso mesmo, propunham a retirada de seu nome de várias ruas e praças públicas. Era preciso apagar da história essa data.

    Este sentimento foi sustentado por vários acadêmicos de esquerda, que subestimavam a participação dos próprios escravos e trataram-na como "uma coisa de branco". O grande sociólogo Octávio Ianni chegou mesmo a afirmar que "não é a casta de escravos que destrói o trabalho escravizado, muito menos vence a casta de senhores (...) a escravidão foi extinta devido às controvérsias e aos antagonismos entre os brancos ou grupos e facções das classes dominantes".

    No entanto, a visão negativa que predomina em alguns meios contrasta com os sentimentos dos homens e mulheres, brancos e negros, que viveram e lutaram naqueles turbulentos dias. No dia 13 de maio de 1888 uma multidão cercou o Parlamento imperial. Esperava ansiosa a votação da Lei Áurea. Para ela esta lhe parecia a vitória, ainda que parcial, de uma luta iniciada há séculos, mas que adquirira uma nova dimensão e radicalidade no início da década de 1880.

    Quando a notícia da aprovação da lei chegou ao povo, uma explosão de alegria percorreu as ruas das principais cidades brasileiras. Os sinos das igrejas repicaram, missas foram rezadas, as repartições públicas fecharam as portas e o país foi tomado por uma grande festa popular, como jamais se tinha visto.

    A abolição da escravidão, sem indenização (e sem condições), foi encarada, por todas as forças progressistas da sociedade brasileira, como uma vitória contra os senhores escravistas e, de fato, o foi. Mesmo o projeto imperial, enviado em 3 de maio, condicionava a abolição à compensação monetária aos proprietários e obrigava os libertos a permanecerem nas fazendas até o fim da safra. Tal proposta não pôde se sustentar tão grande foi a pressão das massas nas ruas do Rio de Janeiro.

    O 13 de maio foi o resultado de uma vitoriosa aliança do movimento abolicionista urbano e a luta insurrecional dos escravos rurais. A junção dessas duas grandes correntes, que pelejavam pela libertação, ampliou e radicalizou o movimento pelo fim imediato da escravidão e precipitou os acontecimentos, que estavam sendo retardados pela intransigência dos setores escravistas e pela vacilação dos emancipacionistas (abolicionistas reformistas). A força desse movimento abalou o próprio aparelho de Estado monárquico-escravista. Vários oficiais do exército passaram recusar a perseguir escravos fugitivos e juízes começaram a dar sentenças favoráveis aos abolicionistas.

    No Rio de Janeiro, o abolicionismo urbano radical tinha como expoente Luís Carlos de Lacerda e em São Paulo, Antônio Bento, chefe dos Caifazes. Papel destacado neste movimento teve a jovem classe operária brasileira, como ferroviários e cocheiros. Esses abolicionistas libertavam escravos e apoiavam as fugas individuais e coletivas, montando toda uma infra-estrutura para garantir a chegada dos libertos a lugares seguros. Um desses lugares foi o quilombo de Jabaquara, em Santos, que chegou a reunir mais de 10 mil negros fugitivos.

    Entre 1887 e 1888 as fugas de escravos se tornaram uma verdadeira epidemia. As fazendas paulistas foram abandonadas pelos seus trabalhadores. Diante de uma abolição inevitável, a “vanguarda” dos fazendeiros paulistas abandonou os escravistas mais intransigentes e passou a manobrar no sentido de uma abolição gradual, que garantisse o que consideravam uma "justa indenização”.

    O jornal abolicionista Vinte e Cinco de Março, que circulou no final de fevereiro de 1888, afirmou: "A resolução do problema do elemento servil não está hoje subordinado ao governo, ao poder legislativo, nem à vontade dos proprietários de cativos. Ela está dependendo única e exclusivamente da desorganização completa do trabalho escravo, competindo a execução dessa medida a um único poder — a resolução firme dos escravos". Ruy Barbosa, por sua vez, escreveu: "O não-quero dos cativos, esse êxodo glorioso da escravaria paulista, solene, bíblico, divino como os mais belos episódios dos livros sagrados, foi para a propriedade servil (...) o desengano definitivo".

    Os abolicionistas radicais pagaram um alto preço por suas idéias e ações. Antônio Bento foi perseguido, teve sua casa cercada e invadida pela polícia. Descobriram-se vários planos para assassiná-lo. No Rio, a sede do jornal Vinte e Cinco de Março foi empastelada. Muitos abolicionistas foram assassinados por capangas dos fazendeiros escravistas. A história destes heróis da abolição ainda está por ser contada.

    Uma visão radical da história do Brasil, assentada na compreensão da centralidade da luta de classes, nos leva a encarar o 13 de maio como uma data a ser comemorada pelo povo. Não como um tributo à família imperial brasileira, que até então havia sido um dos esteios da ordem monárquico-escravista conservadora, e sim como um tributo aos homens e mulheres, cativos e livres, que lutaram para a construção de um país moderno e mais justo.

    Se o sonho dos abolicionista mais consequentes ainda não pôde ser realizado, podemos dizer que a abolição foi um dos passos necessários nessa longa caminhada, que apenas chegará ao fim com a conquista definitiva do socialismo. Contudo, esta é uma tarefa para as gerações atuais e futuras e não para aquela dos combatentes abolicionistas de 1888.

    domingo, 9 de maio de 2010

    Hino da União da Juventude Socialista - UJS

    Camarada João - Parte 2

    Camarada João - Parte 1

    Golpe de Estado: Lula correu riscos

    O dia em que os povos derrotaram o fascismo

    A humanidade comemora neste domingo, 9 de maio, o dia da vitória. Nesta data, há 65 anos , os representantes do comando do exército nazista alemão, assinavam perante o comando soviético o ato de capitulação incondicional.

    Por José Reinaldo Carvalho*

    Nesse mesmo dia, depois de desbaratadas as tropas nazistas nos campos de batalha em toda a Europa, eram liquidadas em Praga, então capital da Tchecoslováquia, os últimos focos daquela que fora a maior máquina de guerra já montada até então. Estes dois acontecimentos assinalam o final da Segunda Guerra Mundial na Europa. É o dia da vitória, vitória dos povos da União Soviética, que arrostaram os maiores sacrifícios impostos pela guerra, vitória dos povos, que derrotavam o regime fascista e reconquistavam a liberdade, vitória das nações, que resgataram sua independência em face do império nazi-fascista. Vitória da humanidade.

    Pouco antes, em 30 de abril, depois de uma desesperada resistência alemã nos campos de batalha da Prússia Oriental e da Áustria, as tropas soviéticas entraram em Berlim, atacaram os últimos redutos dos nazistas e içaram sobre o Reichstag a bandeira da vitória, o pano encarnado da aliança operária e camponesa que ali representava a unidade dos povos de todo o mundo. Em 2 de maio capitulava a guarnição de Berlim.

    Caía assim o estado fascista alemão, quebrava-se a colossal máquina de guerra que submeteu e atormentou a humanidade.

    Guerra imperialista

    Naquele 9 de maio, há 65 anos, terminava na Europa a guerra que causou a morte de 50 milhões de pessoas nos campos de batalha e sob bombardeios. Nos campos de concentração nazistas 12 milhões de pessoas foram assassinadas sob cruéis suplícios. Outros milhões de pessoas – quase 100 milhões! – ficaram inválidas ou mutiladas. Os povos da União Soviética pagaram o maior preço – 27 milhões de mortos, entre estes 7,5 milhões de soldados. Quatro meses depois, em dois de setembro, terminava em definitivo o conflito, com a capitulação japonesa.

    A Segunda Guerra Mundial iniciada em 1939, com o ataque à Polônia, tinha em sua origens, tal como a Primeira, as contradições interimperialistas. Desencadeada pelas potências mais agressivas à época, sobretuido a Alemanha nazista, foi a culminância do desenvolvimento desigual do mundo capitalista, de suas crises, da luta por mercados e fontes de matérias primas, pela redivisão do mundo e pelo poder mundial.

    Nessa disputa o objetivo da Alemanha era estabelecer a hegemonia na Europa e ampliar seu império no Oriente Médio e na África. O Japão pretendia estabelecer sua hegemonia no Oceano Pacífico, transformar em suas colônias a China, a Coreia, a Indonésia, a Indochina, a India e as ilhas do Pacífico. Já os fascistas italianos sonhavam em transformar o Mar Mediterrâneo num “mare nostrum” italiano, submeter os países balcânicos e ocupar a Argélia, a Tunísia, a Córsega e outros países. Esses objetivos hegemonistas entravam em contradição com os interesses da Grã Bretanha, da França e dos Estados Unidos.

    A Inglaterra e a França declararam guerra à Alemanha , mas nenhuma ação militar se desenvolveu na frente ocidental até abril de 1940, o que permitiu à Alemanha aumentar o número de territórios ocupados. Em abril de 1940 foi a vez da Dinamarca e da Noruega serem pisoteados pelo tacão nazista e em maio maciços bombardeios foram feitos sobre a Holanda, a Bélgica e a França. Sem resistência e até com dócil cooperação das vítimas, avançavam pela Europa as tropas hitleristas. Pior dos opróbrios para uma nação que se orgulhava de ter sido revolucionária, a França cai sob o ditame hitleriano e assina a ata de capitulação.

    Grandes batalhas soviéticas

    A guerra muda de caráter a partir da invasão da União Soviética em 22 de junho de 1941. Parecia o auge da campanha militar fascista, mas logo se viu que a agressão à pátria do socialismo foi o começo do fim do exército e do regime de Hitler. A imaginada derrocada do socialismo sugeriu a alguns, primeiramente os fascistas mas também às potências capitalistas ocidentais, a estratégia de sorguer uma “nova ordem”através de acordos secretos e de uma bem urdida divisão do mundo entre os países imperialistas. Mas foi exatamente a partir daí que o curso dos acontecimentos mudou.

    A União Soviética, no começo em inferioridade, organiza a resistência. Mais adiante passará à ofensiva. E fará com que a guerra termine no quartel-general de quem a iniciou.

    Todo o poder estatal da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas, nas circunstâncias de ameaça à sobrevivência da pátria, concentra-se doravante no Comitê Estatal de Defesa. Com a proclamação “A Pátria em Perigo!”, Stálin faz um chamamento a todos os povos da URSS a se levantarem e concentrarem forças na luta para desbaratar os agressores. O front e a retaguarda se transformaram num só e indivisível campo de batalha.

    Ainda em 1941, o exército nazista fez profundas incursões no território da URSS. Ocupou a Ucrânia e a Bielorrússia e iniciou celeremente uma marcha rumo a Moscou. O comando nazista imaginou uma rápida tomada da capital e chegou a declarar que em 7 de novembro, quando habitualmente os soviéticos comemoravam o aniversário da Revolução num grande desfile militar e em concentrações populares, o exército alemão realizaria sua parada militar na Praça Vermelha.

    Mas o povo moscovita travou encarniçadas batalhas e sustentou heroica resistência, primeiro detendo, em seguida rechaçando para bem longe os agressores nazistas. A derrota germânica às portas de Moscou foi um acontecimento militar de grande importância que viria a exercer enorme influência nos desdobramentos da guerra. Terminava ali o mito de que o exército hitlerista era invencível. A partir de então, os povos soviéticos e todos os povos submetidos pelo fascismo ganharam confiança, inspiração e força moral para enfrentar o pior inimigo da humanidade.

    Outra virada radical que determinou o desenvolvimento posterior dos acontecimentos políticos e militares da Segunda Guerra Mundial foi a batalha de Stalingrado. Foram travados sangrentos combates, a partir de determinada altura em cada palmo da cidade, em cada rua, em cada casa, transformadas em trincheiras, combates de cada homem e mulher, velhos e jovens, soldados improvisados, que escreveram uma das epopeias mais heróicas de todos os tempos.

    Em Stalingrado começou a queda do exército germânico, do estado fascista. Após Stalingrado inverteu-se o quadro de forças da guerra. Duas outras grandesbatalhas, dentre as centenas de ações de resistência e combate do Exército Vermelho, a de Kursk (julho de 1943) e a de Leningrado (janeiro de 1944) foram também enfrentamentos decisivos para desbaratar a máquina de guerra de Hitler.

    Ofensiva libertadora


    É necessário assinalar ainda a grande ofensiva do exército soviético em 1944 e 1945, com a libertação da Ucrânia, da Bielorrússia, dos países bálticos e as incursões nos territórios da Romênia, Tchecoslováquia, Hungria, Iugoslávia e, por fim, a já mencionada tomada de Berlim.

    A vitória dos povos na Segunda Guerra Mundial é resultado ainda de dois outros fatores – a coalizão anti-fascista e as lutas democráticas e populares, que constituíram fator decisivo para a derrubada do fascismo. Espalharam-se as lutas guerrilheiras e os exércitos guerrilheiros em toda as partes da Europa e Ásia. Em todos os continentes, os povos se organizaram em frentes populares de libertação nacional nas quais participavam amplos setores progressistas. Amadureceu a ideia e consolidou-se a experiência de realizar amplas alianças políticas para bater o inimigo comum, com papel destacado para as forças revolucionárias, particularmente os comunistas.

    Em todas as partes foi grande o clamor para que os Estados Unidos e o Reino Unido se aliassem à União Soviética e fosse criada a frente ocidental. O reflexo disso no Brasil foi a pressão política e social para que o governo de Getúlio Vargas abandonasse a política de eqüidistância e aderisse ao esforço de guerra dos Aliados. Os governos das grandes potências ocidentais, nomeadamente os EUA e o Reino Unido e os das nações por estes polarizadas acabaram compreendendo que era indispensável a cooperação com a URSS, para enfrentar a Alemanha, mesmo mantendo suas ambiguidades, seus objetivos imperialistas e os seus interesses meramente pragmáticos de afastar o concorrente interimperialista.

    A celebração do Dia da Vitória não é algo que não diga respeito à geração que numa outra situação histórica luta hoje pela paz, a democracia, a independência nacional e o socialismo. São graves as ameaças que pairam sobre a humanidade. Com diferenças na forma e nas proclamações, as forças imperialistas e em primeiro lugar os Estados Unidos da América submetem os povos a novos tipos de tirania, funcionais à manutenção de uma ordem iníqua, baseada no poder do imperialismo e de classes dominantes retrógradas, que impõem restrições de toda ordem à liberdade, atentam contra a soberania nacional, promovem políticas anti-sociais em que a regra básica é a violação dos direitos dos trabalhadores, militarizam o planeta, põem em perigo a paz e a segurança da humanidade e contaminam o ambiente.

    É indispensável conhecer o passado, como agiu o inimigo e como lutaram os povos, primeiro para que os crimes de lesa-humanidade não se repitam jamais e também para que as atuais gerações de militantes sejam capazes de recolher as ricas lições que emanam da experiência heróica das gerações anteriores.

    * Editor do Portal Vermelho


    Veja abaixo um documentário em três vídeos sobre a Batalha do Arco de Kursk, em espanhol.




    Segundo vídeo


    Terceiro vídeo


    FHC sobe no palanque de Alckmin e Serra em SP

    SÃO PAULO, 8 de maio (Reuters) - O PSDB exaltou neste sábado a herança da Presidência de Fernando Henrique Cardoso durante lançamento da pré-candidatura de Geraldo Alckmin ao governo de São Paulo.

    No evento, que contou com a presença de FHC, do pré-candidato à Presidência José Serra e do presidente nacional do partido, senador Sérgio Guerra (PE), cinco mil militantes também assistiram a duas horas de discursos que destacaram a experiência administrativa, em contraponto implícito à pré-candidata rival Dilma Rousseff (PT), e o combate à corrupção.

    "Presidente Fernando Henrique, temos muito orgulho do seu trabalho e da sua liderança", disse Alckmin, atribuindo a ele a estabilização da moeda pelo Plano Real e a universalização da educação. Ele prometeu também agir como um "soldado" de Serra.

    Uma das estratégias declaradas de campanha do PT é comparar os oito anos de governo FHC com a Presidência de Lula -principalmente quanto ao crescimento da economia.

    Serra, que deixou o governo de São Paulo há pouco mais de um mês para disputar a Presidência, parafraseou o lema de sua campanha e encerrou o discurso bradando que "São Paulo pode mais, São Paulo merece mais!"

    Ele chamou FHC de "exemplo na vida pública", afirmou que o PSDB "tem ideias sobre o Brasil" e alfinetou o PT e o governo Lula.

    "Nossa luta no Brasil não é pra fortalecer um partido; a nossa luta no Brasil é para fortalecer o Brasil. E mais ainda, nós não demonizamos a oposição. Os oposicionistas são adversários, não são inimigos. Nós não praticamos a truculência, nós não organizamos dossiês", discursou.

    Mais tarde, a jornalistas, Serra disse ainda que vê como "muito provável" uma continuidade política em São Paulo. Alckmin lidera as pesquisas, à frente de Aloizio Mercadante, pré-candidato do PT ao governo do Estado.

    O presidente do PSDB, Sérgio Guerra, atacou com mais ênfase. "Nossos adversários, de maneira muito clara, não têm o que dizer." Sobre a experiência anterior do partido no Planalto, Guerra afirmou que os tucanos vão "tomar com absoluta clareza as lições do governo Fernando Henrique Cardoso".

    FHC PEDE "MÃOS LIMPAS"

    O ex-presidente da República, sentado ao lado de Serra no meio do palanque, também defendeu sua administração.

    "O governo do PSDB sempre foi um governo que nunca se esqueceu de fazer o que é necessário para a economia, mas (também) nunca deixou de ter a convicção íntima de que o que vale mesmo é melhorar a vida das pessoas."

    "Quando fizemos o Plano Real, não foi pra salvar banco. Pelo contrário, muitos bancos faliram no meu tempo."

    Ele encerrou o discurso gritando "Chega!" e pedindo um governo de "mãos limpas". Atacou também a inexperiência de candidatos a cargos públicos, em uma menção velada a Dilma Rousseff, que nunca disputou uma eleição. Se o PSDB não ganhar, disse, "sabe Deus o caminho que nós vamos ter".

    Aliados também subiram ao palanque.

    O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), chamou FHC de "grande presidente": "deixou importante sementes, que ainda estão sendo colhidas".

    Pelo PMDB, que em âmbito nacional negocia a associação com Dilma -inclusive indicando o candidato a vice-presidente-, o presidente estadual do partido e ex-governador do Estado, Orestes Quércia, disse que "não se pode colocar na Presidência da República uma pessoa que pode ser boa... mas não tem experiência".

    "O alpinista não começa pela maior montanha do mundo", afirmou, defendendo que o PMDB-SP fez uma opção "melhor" que o diretório nacional ao associar-se a Serra.

    (Edição de Vanessa Stelzer)