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terça-feira, 15 de dezembro de 2009


SIERRA E O EXTERMINADOR DO FUTURO

"Sierra" não resistiu ao ver o exterminador do futuro e foi fazer aquilo que a elite brasileira sempre gostou de fazer diante das grandes potências: puxar o saco!!!!
Para isso teve que engolir seco ao ser chamado de "Sierra" pelo amigo!

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

MPF vai requerer informações sobre contratos entre a Globo, RBS e afiliadas no interior do RS

11/dezembro/2009 19:01

MPF faz umas perguntinhas à Globo

MPF faz umas perguntinhas à Globo

O Conversa Afiada transcreve notícia do Ministerio Público Federal.

Que monopolio é esse?

Como é que a Globo divide o dinheiro com as afiliadas ? É uma camisa de força ?

Ué, alguma coisa mudou, não é Ministro Héio Costa ?

2009-12-11 16:27:50
MPF vai requerer informações sobre contratos entre a Globo, RBS e afiliadas no interior do RS

A Procuradoria da República no Município de Canoas vai solicitar à Junta Comercial do Rio Grande do Sul para que forneça todos os contratos sociais dos 12 CNPJs que compõem o grupo Rede Brasil Sul de Comunicação (RBS) no Estado. A decisão foi tomada durante audiência pública que discutiu possível monopólio da RBS e irregularidades nas concessões de rádio e televisão no Rio Grande do Sul.

O coordenador da audiência pública e procurador da República em Canoas Pedro Antônio Roso informou ainda que será requisitado ao Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) que informe em nome de quem está registrada a marca RBS. Também será questionado à Rede Globo, RBS Porto Alegre, Caxias do Sul e as outras 10 afiliadas, qual percentual da arrecadação total que vai para a Globo, quanto fica com a RBS de Porto Alegre e quanto obtém a RBS do interior do Rio Grande do Sul.

À Rede Globo e RBS igualmente será requisitado cópias dos contratos entre as mesmas. Finalmente o Ministério Público Federal (MPF) vai recomendar ao Ministério das Telecomunicações para que abra procedimento a fim de verificar a existência de monopólio de fato por parte da RBS.

Durante todo encontro, representantes do movimento social, entre os quais o próprio CONRAD, autor do pedido de providências que resultou na audiência pública, defenderam a existência do monopólio na área de comunicação, alegando, inclusive, que o Ministério das Comunicações dificulta a análise de concessão para funcionamento das rádios comunitárias. O Ministério negou tal afirmativa justificando que existem outros concorrentes ao grupo no Estado e que o Decreto-lei 236/67, em seu artigo 12, limita em duas concessões no máximo por proprietário dentro de um Estado. A RBS explicou que possui apenas duas emissoras de televisão, Porto Alegre e Caxias. As demais seriam outras empr esas, inclusive com CNPJ diferente e que estaria cumprindo a legislação, pois alega ser proprietária apenas das duas emissoras.

Outros encaminhamentos foram tomados durante a audiência pública, entre os quais que será enviado ofício ao Conselho Nacional de Valores Imobiliários (CNVI) para saber porque a publicação de uma ata da RBS/Zero Hora Editora Jornalística S/A, realizada em 10 de dezembro de 2007, só ocorreu no dia 30 de outubro de 2009, ou seja, quase dois anos depois.

Será recomendado também ao Ministério das Comunicações que abra procedimento a fim de verificar a existência de monopólio de fato por parte da RBS. O procurador da República pediu a opinião de todos quanto ao ingresso de ação judicial nesse momento, mas a maioria opinou por esperar a resposta das requisições e marcar outra audiência para novo debate do tema. Ficou definido ainda envio de ofício ao Ministério das Comunicações para pedir esclarecimentos quanto as outras quatro delegacias previstas em decreto de 2004, que previu a instalação de 11 delegacias regionais do Ministério das Telecomunicações.

Estiveram compondo a mesa Alvaro Augusto de Souza Neto, coordenador de renovação e revisão de outorga do Ministério das Comunicações; Sidnei Ochaman, gerente substituto da Anatel; Marcos Augusto do Nascimento Ferreira, representante da AGU; Cláudio Hiran Alves Duarte, representante da Conrad; Fernanda Caldas Gutheil, representante da RBS. Participações, Dagmar Camargo, representante da Conrad; Oscar Plentz, diretor da TV Comunitária de Porto Alegre.

O representante da ONG Coletivo Catarse informou que toda a audiência pública foi transmitida no site www.coletivocatarse.com.br ao vivo, e que a gravação pode ser requerida junto a esse site. A Assessoria de Comunicação da Procuradoria da R epública no Rio Grande do Sul também pode providenciar a gravação aos interessados. Segundo o procurador Pedro Antonio Roso uma nova audiência será marcada para continuar debatendo o tema

http://www.paulohenriqueamorim.com.br/?p=24098
11 de Dezembro de 2009 - 17h12

Presidente do Uruguai critica direita contrária ao Mercosul

O presidente do Uruguai, José Pepe Mujica, sai em defesa do Mercosul numa entrevista exclusiva à Agência Senado. Para os senadores brasileiros que votarão na próxima terça (15) o projeto de adesão da Venezuela ao bloco, Mujica não manda um recado direto, mas diz que prefere respeitar cada um dos países. Ele critica a direita no seu país que é contra a integração do bloco econômico. Críticos do presidente Hugo Chaves, senadores do DEM e PSDB votarão contra o ingresso da Venezuela no Mercosul.

A seguir, os principais pontos da entrevista, que estará no programa Diplomacia da TV Senado às 11h30 de sábado (12), com repetição às 22h30 do mesmo dia e às 9h e 17h de domingo (13).

Como o senhor define a diferença entre antigo guerrilheiro e o novo presidente do Uruguai?

Quatro décadas são muito tempo, muitas coisas aconteceram no mundo, na América. Há quarenta anos, queríamos consertar o mundo. Agora, tentamos melhorar o caminho da nossa casa. Somos mais humildes, mais modestos. O mundo continua esperando.

Como vê as diferenças entre a esquerda representada pelos presidentes do Brasil e do Chile, Luiz Inácio Lula da Silva e Michelle Bachelet, e da Venezuela, Hugo Chávez?

Eu acho que o verdadeiro julgamento se dá a partir de resultados, não com as declarações ou com as medidas. Se favorece as pessoas mais humildes, se contribui para elevar o fundo da sociedade, será de esquerda. Se não consegue isso, será uma boa intenção, mas a esquerda falhou. Porque a esquerda é solidariedade, é lembrar dos mais fracos. Pode haver caminhos e métodos distintos. A verdade é que, no mundo em que estamos, se constroem estereótipos. Por exemplo, no meu caso, de guerrilheiro. Nós não fomos guerrilheiros, éramos políticos com armas. É diferente. Por isso, prefiro respeitar cada um dos países, que têm seus caminhos, seus modelos. O Caribe é diferente, a América Central e o rio da Prata são diferentes. No Uruguai, a vida humana vale muito, no Caribe vale menos.

O Uruguai assume uma postura a favor da integração, após as eleições?

Nós somos um país agrícola pequeno, que está em um lugar importante, porque é a entrada da boca de um sistema de grandes rios. Temos que ser um país ponte. Necessitamos da integração regional, mas a região tem fragilidades porque tem Estados importantes, como o Brasil e a Argentina, que têm muitos problemas internos para resolver. Não são Alemanha e França. Há direitas aqui que não querem o Mercosul, não querem a integração. Queriam que este país fosse em direção ao livre mercado, para viver do comércio e se tornar um grande centro financeiro. Um país muito liberal, muito aberto, que servisse de trampolim para vender aos vizinhos. Entendemos que esse é um projeto muito perigoso, porque os vizinhos teriam de se defender.

E de que forma pode se aprofundar a integração?

Temos que investir muito mais na inteligência. Parece que as universidades não contam no Mercosul. Se não unirmos a inteligência, nunca vamos nos unir. Também a infraestrutura, a energia, as comunicações. O Mercosul tem sido excessivamente mercantilista. Apenas pelo comércio não nos integraremos. Precisamos de outras coisas: pesquisa, ciência, cultura. Aqui se forma um engenheiro que vai trabalhar nos Estados Unidos ou na Espanha, mas não pode trabalhar no Brasil. Os brasileiros não podem trabalhar aqui. Estamos loucos!

O mesmo se aplica à infraestrutura?

No Uruguai há uma área no departamento de Rocha que, há 50 anos, dizem ser indicada para se fazer um porto de águas profundas. Este porto deveria ser do Mercosul, propriedade de todos os governos, para ser utilizado por todas as economias. A esta altura temos que pensar muito adiante, ainda estamos com uma mentalidade muito limitada ao espaço nacional. E fazer negócios com coisas complementares. Nós não vamos fazer uma indústria automobilística. Para quê? Não tem sentido. Mas podemos fazer algo para a indústria brasileira.

O Uruguai é o primeiro país da América do Sul a garantir computadores portáteis para todas as crianças nas escolas. O país pretende investir na economia do conhecimento?

Sim, nossa luta é para nos transformarmos em um pequeno país com muita inteligência. Nós sonhamos que, dentro de vinte anos, todos os jovens tenham formação universitária. O Uruguai não só tem computadores para as crianças, é o primeiro país do mundo que tem todas suas vacas rastreadas eletronicamente, com chips. Temos um registro das vacas mais perfeito que o das pessoas. Temos que desenvolver inteligência aí, nesse setor, e vender esse conhecimento para o Brasil. Quem vai encher os navios de carne será o Brasil. Nós temos que vender a indústria veterinária, produtos, inteligência. E ser úteis ao desenvolvimento do Brasil. Não competir, mas sermos complementares. Fazer algo parecido com o que fazem a Finlândia e a Dinamarca na Europa. São países pequenos, mas que tiram partido do tamanho de seus vizinhos. Vendem inteligência. Por isso nos interessa o Mercosul.

Como o Parlamento do Mercosul pode ajudar o processo de integração?

Acho que ajuda no campo das ideias e dos costumes. Nós vamos ter como vice-chanceler o ex-presidente do Parlasul, Roberto Conde, por isso mesmo. O contato entre os parlamentares, ainda que não tenha uma decisão direta, ajuda a conformar um clima de negociação e de aproximação entre os Estados. Para nós é favorável.

Da Sucursal de Brasília com Agência Senado